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Crivella, Marcelo. Histórias de Sabedoria e humildade. 1. ed. Rio de Janeiro: Universal, 1999.
(...) Passados muitos dias, o servo encontrou uma caravana de ciganos. Estes insistiram e acabaram por convencê-lo a seguir com eles. Logo ele aprendeu a arte de trapacear e mentir, fingindo ver na palma da mão o destino de crédulos incautos. Entre os vadios, o servo adquiriu o hábito do desleixo e da indolência. (p. 19)
Assim fazendo, acabou por se deparar com uma cidade onde um templo idólatra estava sendo construído. O servo, que ficara ganancioso, achou que poderia ganhar ali muito dinheiro. O templo demorou anos para ser terminado. Durante este tempo, ele adotou os costumes locais e se entregou ao pernicioso culto aos ídolos e às práticas pagãs. Adquiriu novos vícios e se prostituiu, como era a tradição daquele povo. (p. 20)
- Pobre homem! Não cuidastes desta botija, pensando que estavas vazia. Na verdade, ela trazia tua recompensa: o fino e valioso ouro em pó que nela foi colocado e tu deixastes cair pelas trincas e rachaduras. Se tivesses ouvido a voz daquele que te enviou, terias guardado este tesouro. (p. 21)
As sublimes virtudes, o amor, a bondade, a fidelidade e a obediência, foram levadas da tua alma, assim como o ouro foi derramado da botija, sem que tu percebesses. Hoje não tens recompensa. Está vazia a tua botija como vazia está a tua alma. (p. 21)
Temos por meio deste fichamento mostrar trechos que ao nosso vê tem um significado impar na vida de cada leitor, mas, para a sua melhor compreensão aconselhamos que adquira um exemplar em uma livraria mais próxima ou no site arcacenter.
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